Is it Real? And you're always busy Really busy Busy, busy, oh, oh, oh...Quarta-feira é dia de Saia Justa.
E o programa de hoje foi sobre vestido.
Elas ficaram o programa inteirinho tricotando e divagando sobre vestidos, até a Soninha foi de vestido hoje (horroroso, mas foi) .
Depois, cada uma escolheu "o vestido dos seus sonhos" :)
Obviamente, todas foram buscar o vestido dos sonhos no cinema, Soninha escolheu o vestido da Audrey em
Sabrina (só pra todo mundo falar "ai, Soninha, como você parece com a Audrey" ¬¬), a Mônica escolheu o da Grace Kelly em
Janela Indiscreta, a Betty, o da Kim Novak em
Sortilégio do Amor e a Márcia, o da Blanche em
Um Bonde Chamado Desejo, que ela escolheu, unicamente, por ter sido desabotoado por Marlon Brando, acho válido.
(Maitê escolheu um vestido usado por ela num filme nacional que ninguém viu, Maitê é café-com-leite, esqueçamos Maitê)
Daí, eu fiquei pensando no meu vestido dos sonhos, néam.
Todas elas se inspiraram nas atrizes e vestidos clássicos...
No meu caso, a primeira coisa que me veio à mente foram os vestidos maravilhoooooosos que a Maggie usa em
In The Mood For Love.
Ela fica o filme inteiro desfilando em câmera lenta um vestido mais deslumbrante que o outro.
Tem até uma cena em que a doninha da pensão or something comenta com alguém "ela se veste assim pra ir comprar macarrão?"
Ai, por mim, eu só me vestiria daquele jeito, pra ir pra aula de Matemática Financeira, pro supermercado, lendo o jornal, na fila do pão, etc e tal.
O filme me fascina por diversos motivos, esse é apenas um deles, nunca um figurino me chamou tanto a atenção como nesse filme.
E é interessante porque é como se houvesse uma relação diretamente proporcional entre elegância e tristeza.
O que ela tem de bem vestida, tem de triste.
Elegantérrima e infelicíssima.
Inevitavelmente, me lembrou a música do Morrissey, Maggie on fire. Sempre tão bem arrumada, bem educada, bem penteada, você tem a sensação de que ela vai se quebrar a qualquer momento.
Aliás, tem uma cena que me passou batido na primeira vez que assisti, mas que me partiu o coração quando revi, há pouco tempo, no Telecine, Maggie, mais solitária que um paulistano, bate à porta da vizinha-amante-do-marido-dela, pra conversar, e a mulher bate lindamente a porta na sua cara.
Ir na casa da mulher que você sabe que é amante do seu marido, não pra tirar satisfação, mas porque está se sentindo sozinha e quer conversar com alguém. E ainda levar um fora.
Me deu uma peninha, uma vontade de dar um abracinho nela, alguns filmes me deixam com vontade de abraçar as pessoas ¬¬
Bom, melhor encerrar logo esse post (que já tá bem grandinho, por sinal), antes que eu comece a abraçar árvores por aí...
Vamos ao que interessa:



