domingo, 14 de dezembro de 2008

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final



O que Maria Antonieta tem a ver com a Trilogia do Silêncio?
Nada.
Mas quando vi Harriet Andersson transando com Deus, lembrei dessa parede.
O outro nome da trilogia é Trilogia da Fé, o que nos dois primeiros filmes é bem literal.
Vi Luz de Inverno hoje à tarde e fiquei pensando trilogisticamente nos filmes, se o impacto seria diferente se eu tivesse visto na ordem certa.
Ter visto O Silêncio primeiro foi como ter começado Melville com O Samurai, vendo logo o melhor filme do cara, os outros não parecem tão bons.
E O Silêncio como desfecho da trilogia é ainda melhor.
Só sei que depois de Luz de Inverno me deu uma vontade de ouvir Camelinho, ensolarado.


Fingindo ser o que eu já sou: http://www.youtube.com/watch?v=ppOiU1TIIho

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Oi

2 + 2 = 5



Vicky, Cristina, Barcelona.
Um filme, três arquétipos.
Como naqueles testes "Que personagem de Sex and the City é você?", em que você já sabe previamente quem você é na noite.
Só sobra a Vicky pra mim, né.
so.ço.brar
v. int. 1. Afundar-se, naufragar. 2. Reduzir-se a nada. 3. Malograr-se.
Tá, é o que sobra, mas nem me identifiquei tanto assim, falta de ousadia não é identificação suficiente, é uma característica, soçobrei por exclusão, digamos.
Vicky é o velho Woody Allen, Cristina é o novo Woody Allen e Maria Elena é Barcelona.
Rebecca Hall é uma Diane Keaton mais bonita e, talvez, menos irritante, Scarlett é a inspiração que tem refrescado essa nova fase da carreira dele, fase, aliás, que me interessa mais do que as anteriores, Penélope é a Espanha, when in Rome...
O filme é, sim, turístico, a narração é, sim, irritante, não sei de onde a Mônica tirou que é uma narração irônica, é uma narração literal, onipresente e desinteressante, mas necessária pra narrativa, da forma como o filme foi montado, enfim.
E cada vez que vejo um filme europeu da Penélope mais certeza tenho de que sua carreira hollywoodiana é uma franquia de Invasion of the Body Snatchers.
Lembrem-se que ela namorou o Tom Cruise.



Só, sobraria.

Capitalisme: http://www.youtube.com/watch?v=RV4H3z60h6w

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008



Atropelada.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008



O filme merecia um post muito melhor do que esse, fato.
Inclusive, xerau tem que ver: http://www.mininova.org/tor/1836973
E eu nem vou falar nada sobre o filme, é basicamente um post-indicação, Madame Natasha recomenda.
Pateticamente falando, o filme me fez ressuscitar uma musiquenha que eu sempre goxtei e todo mundo acha cafonenha: http://www.youtube.com/watch?v=wxSvJpxlh60
Eu nunca fui fã de Nirvana, né, quiçá Foo Fighters.
Muito menos daqueles clipes engraçaduxos-debilóides deles, que, obviamente, nesse meu Toca Raul mood de sempre, ah, mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado, macaco, praia, carro, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco...
Não preciso dizer que não acho graça.
Esse é diferente dos clipes engraçaduxos, mas é ruim do mesmo jeito.
E o pior é que o clipe é uma cópia escrota do clipe do Kar-Wai: http://www.youtube.com/watch?v=iZKeSNZhm18, que, todavia, só foi feito 5 anos depois.
O que é aquela gente lambendo vidro?
Bom, espero que ninguém desista de ver En La Ciudad de Sylvia por causa desse post.


P.S. - No meio do ano, ou antes, não lembro, uma amiga me disse que ia tentar uma bolsa de estudos em Strasbourg e meio que me convidou pra tentar também (na verdade, acho que ela queria apenas que eu traduzisse e ajudasse a preencher o formulário da bolsa, enfim), mas eu acabei animando. Animada, única e tão-somente, pela possibilidade de pisar em solo francês, o curso, sobre Direitos Humanos (a Corte Européia de Direitos Humanos é em Strasbourg), era até interessante, mas era algo que, nesse momento, não teria pra mim nenhuma utilidade prática e faria meus pais gastarem litros em uma viagem não-planejada de menos de 1 mês, sendo que o prazo das inscrições já tava no fim e estávamos em pleno bafo de brasileiros (tudo puta e viado) sendo barrados na Espanha. Não fui, minha amiga também não foi (descobriu que o curso seria ministrado somente em francês, a informação que ela tinha era de que seria também em inglês), além de todos os contras supracitados, pensei, bom, Strasbourg, fronteira com a Alemanha, numa estadia-relâmpago como essa, vou ficar enfiada lá e Paris que é bom, só o Charles De Gaulle, na ida e na volta, não ia dar tempo nem de bater o recorde do Louvre.
Hoje, depois de ver o filme, pensei quão ignorante e franco-fake sou eu no meu parisocentrismo.
Strasbourg é uma cidade encantadora.
E eu poderia ter andado naquelas ruas e visto os Laures je t'aimes nas paredes.

domingo, 2 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Je te frapperai sans colère et sans haine, comme un boucher.

Que que cê lembra quando ouve

La mer
Qu'on voit danser

Le long des golfes clairs
A des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants
Sous la pluie


?



?



Ontem assisti Le Sang des Bêtes, do Franju, a short film about killing, antes de Kieslowski, antes de Nuit et Brouillard, antes de A Questão Humana.

"Eu te golpearei sem raiva e sem ódio, como um açougueiro'', disse Baudelaire.
Sem raiva, sem ódio.
Com o bom humor simples dos assassinos que assoviam ou cantam enquanto rasgam as gargantas.

Porque é preciso comer todo dia.
E dar de comer aos outros.
Ao preço de uma tão penosa e freqüentemente perigosa profissão.

Alguém começa a cantar.

La mer
Qu'on voit danser
Le long des golfes clairs

A des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants
Sous la pluie


Meat is murder: http://www.youtube.com/watch?v=U8wwO2S5fLk, na virilha.